segunda-feira, 29 de abril de 2013

Não o limite que seu filho precisa



"O NÃO DE ELOÁ"


ARTIGO PUBLICADO NO JB, 
DA DRª MARIA ISABEL, PROFESSORA DE PSICOLOGIA, 
QUE DENOMINEI DE "O NÃO DE ELOÁ". 
VALE A PENA LER... 
Isabel Alves - Centro de Apoio e Defesa da Cidadania-RJ
UM ALERTA PARA OS PAIS!!!

 Criando um Monstro.

O que pode criar um monstro? 
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole? 
Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? 
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? 
O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'. 
A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. 
Seu desejo era mais importante. Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda. 
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. 
Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. 
Faltaram outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. 
Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.
Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador converssasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. NÃO. 
Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. 
O mundo está carente de nãos.

Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.
Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).
Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.
Noras que não conseguem dizer não às sogras.
Chefes que não dizem não aos subordinados.
Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. 
E assim são criados alguns monstros.
Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. 
Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal. 

Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. 
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer: 

- Não, você não pode bater no seu amiguinho. 
Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. 
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. 
Não, você não vai passar a madrugada na rua. 
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. 
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. 
Não, essas pessoas não são companhias pra você. 
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. 
Não, aqui não é lugar para você ficar. 
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. 
Não, essa conversa não é pra você se meter. 
Não, com isto você não vai brincar. 
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque. 

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante. 
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. 
Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.
E quem ouve uns nãos de vez em quando, também aprende a dizê-los quando é preciso. 
Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. 
O não protege, ensina e prepara. 
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. 
Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. 
E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.




Muitos vem e falam pra mim " não chame a atenção da Nathy ela não entende ela não sabe o que faz" por que as pessoas acham que uma criança especial é burra isso mesmo simples e duro "BURRA", não minha filha não é burra entende claramente o que falo, todas as vezes que chamo sua atenção ela obedece, toda vez que falo que falo que ela vai ficar de castigo que vou guardar o brinquedo dela, ela me obedece de imediato e ainda retruca como qualquer outra criança sai andando e batendo o pé (o que me irrita mais pois eu fazia isso com minha Mãe rs ). O curioso é que todo mundo fala pra mim depois "ha como a Nathy é calma, como ela é boazinha ela obedece". È ai que a Nathy se supera a Nathy alem de autista é portadora de esclerose tuberosa e a esclerose afetou bem seu sistema nervoso o neuro já dizia ela vai ser nervosa não tem jeito e quem convive com ela vê como ela se controla com o nervosismo, será que tudo foi um milagre ou os NÃOS que dei a ela, minha casa funciona assim,  não pode hoje também não pode amanha, não pode subir na mesa, não pode gritar com os outros, não pode bater, não pode assistir novela, para mim não é tão simples é tudo o que tenho pra dar limites como pode pais não dar bons nãos aos filhos tudo pra não ver chorar, como assim toda criança chora.
NÃO TENHAM MEDO DE DAR NÃO AOS SEUS FILHO POIS A EDUCAÇÃO COMEÇA COM A GENTE PONDO LIMITES .


                                                            

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A história da minha princesa Nathaly


Minha gravides foi normal até os meus 7 meses e meio quando eu comecei a sentir contrações fui ao medico fazer um exame para confirmar as contrações quando a medica percebeu que a Nathaly estava com arritmia e braquicardia ela falou que era normal que eu não precisava me preocupar mais aquilo não saio da minha cabeça nisso era uma sexta-feira quando foi no sábado de manhã não aguentei de preocupação e fui no hospital 'Casa de saúde de Campinas' onde meu obstetra Dr. Paulo Franco Godoy era diretor clinico depois de mais exames ele recomendou que eu me internasse então comecei tomando as ejeções de celestone(acho que é esse o nome) nessa é eu tinha 18 anos imatura de mais, mais fui forte com os dias passando fui fazendo exames e mais exames para controlar a arritmia e a braquicardia, não foi fácil principalmente quando os médicos vinham ver o coração da Nathy, eles sempre saia e voltava com mais médicos isso me assustava de mais até uma dia que eu tive que sair do hospital para fazer mais exames e a medica me disse que o Dr. paulo tinha que resolver logo o que iria fazer comigo e com minha filha ai para mim acabou tudo sabia que minha filha não viria para casa, então voltei para o hospital isso foi em uma segunda-feira e minha cesária foi marcada para o quinta-feira dia 30\06\2005. Tive uma cesária normal as 11:16 nasceu meu motivo de viver, particularmente sem falar para ninguém estava com pouca esperança a Nathy não chorou muito e foi direto fazer exames imaginei que ela iria ficar em uma encubadora quando menos esperei ela entrou no quarto nos braços da enfermeira aquela bebezinha tão pequena nascendo com 2.565 e 45 cm a enfermeira contou que tudo não passou de um susto a Nathy estava com 2 volta do cordão no pescoço e por isso teve os probleminhas no coração, ela teve a nota de 8 e 9, tivemos alta juntas no sábado.
A Nathy começou a ter cólicas com 15 dias até os 3 meses exatos e também aos 3 meses percebi umas manchas brancas no corpo dela quando a pediatra  encaminhou ela a uma dermatologista que falou que as manchinhas na Nathy só poderia ser tratada quando ela estivesse com 6 meses então esperei durante esse tempo ela tinha uns espasmo facial onde os neurologista diziam que era sono fui deixando ela dormir o tempo todo e nada de passar então chegou os 6 meses pra o tratamento das manchas fui a outro dermatologista chamado Dr. Renato Martinuzzo onde deu o diagnostico de vitiligo e comecei passando as pomadas que ele recomendou e os espasmo continuando só que com mais frequência numa noite a Nathy teve um espasmo mais longo então decidi levá-la no proto socorro da Unicamp quando as medicas perguntaram da machinhas brancas e eu disse que era vitiligo todos se surpreenderam pois nunca tinha ouvido falar de bebes com vitiligo fiquei intrigada então decidi mudar de medico pediatra começamos a frequentar a Dr. Roseli Tagliolato um anjo na minha vida ela com urgência encaminhou a Nathy ao neurologista Dr. dioraci ótimo na consulta com o neuro ele só olhou para a Nathy e falou que ela era portadora da Esclerose Tuberosa e pediu o exame para confirmar e fato a Nathy tinha E.T. descobri as 11 meses e os espasmo era convulsão.
A Nathy foi se desenvolvendo bem mais atrasada, demorou para andar para falar com os seis anos da Nathy senti que o atraso estava demais fui atras para pesquisar pois medico nenhum me falava nada e percebi que a Nathy poderia ser Autista onde foi confirmado com o psiquiatra nisso a Nathy tinha 6 anos até ai a Nathy estudou em escola normal depois comecei a pesquisar escola para ela na minha cidade mas não tinha escola publicas para crianças especiais ai decidi colocar ela nas escola regular onde foi um tormento pois a Nathy não se adaptava ai conheci a escola Tiquira que tinha convenio com o estado e consegui a matricula para ela nessa escola a Nathy chegou conhecendo as palavras mas não sabia usar para uma conversa hoje a Nathy tem 7 anos ela já tem uma comunicação bem melhor mais ainda limitada.
A Nathaly é portadora de Esclerose Tuberosa e Autismo atípico ela é muito carinhosa calma até alguém a irritar tentando pegar o que ela tiver na mão usa banheiro sozinha não sabe se trocar tem suas crises de choro nunca é violenta não se envolve com brincadeiras que impõe a ela e nem com crianças, tem fixação em borboletas mais estou conseguindo controlar isso não come bem e como sempre as mesmas coisas dança pula bagunça essa é a minha princesa essa é meu tudo.







Te Amo gotosa da Mamãe!